Burnout: o que é, por que se tornou um problema crônico nas empresas e como preveni-lo com seriedade 

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Autor

Instituto Diálogos

Por muito tempo, o cansaço extremo foi romantizado dentro das empresas. Frases como “é
assim mesmo”, “todo mundo está exausto” ou “é só uma fase” foram usadas para justificar o
adoecimento emocional de colaboradores em ambientes altamente exigentes. Mas os
dados mais recentes mostram que o que antes era visto como desgaste comum, hoje se
consolidou como um problema estrutural. Estamos falando do burnout, uma condição que já
atinge milhões de trabalhadores e que precisa ser compreendida com profundidade para ser
enfrentada com responsabilidade.

O que é burnout?

O termo burnout foi reconhecido oficialmente como uma síndrome ocupacional pela
Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019. Ele descreve um estado de esgotamento
físico e emocional diretamente relacionado ao contexto de trabalho.
De acordo com a OMS, os principais sintomas são:

  • Sensação de exaustão extrema e persistente
  • Aumento do distanciamento mental em relação ao trabalho
  • Sentimentos de negativismo, cinismo ou indiferença
  • Redução da eficácia e da realização profissional

Ao contrário de um cansaço pontual, o burnout não melhora com um fim de semana de
descanso. Ele é fruto de um processo crônico, no qual o trabalhador não consegue mais
recuperar sua energia, clareza ou motivação, mesmo com pausas regulares.

Por que o burnout se tornou tão comum?

Vários fatores contribuíram para a explosão de casos nos últimos anos:

  • Cargas de trabalho excessivas e prolongadas
  • Pressão constante por metas sem suporte emocional
  • Falta de reconhecimento, pertencimento e autonomia
  • Ambientes hostis, competitivos ou sem diálogo real
  • Lideranças despreparadas para lidar com o sofrimento psíquico

Segundo a McKinsey Health Institute, 59% dos profissionais em cargos de gestão afirmam
que suas equipes já demonstraram sinais evidentes de burnout. E o dado mais alarmante:
apenas 22% das empresas possuem políticas estruturadas de prevenção à exaustão
emocional.


Um relatório da Gallup mostrou que colaboradores que vivenciam burnout têm:

  • 63% mais chance de tirar atestados médicos
  • 2,6 vezes mais probabilidade de buscar um novo emprego
  • Redução de até 50% no nível de engajamento com as entregas

Ou seja, o burnout não afeta apenas a saúde das pessoas. Ele compromete a
produtividade, a cultura organizacional e a sustentabilidade do negócio.

O que causa o burnout? O problema não está no
colaborador

Durante muito tempo, a narrativa sobre burnout esteve centrada na ideia de que era
responsabilidade do colaborador “aprender a se cuidar melhor”. Mas essa é uma
compreensão ultrapassada.


Hoje se sabe que o burnout não é uma falha individual de resiliência, mas sim um reflexo de
modelos de gestão disfuncionais, culturas tóxicas ou estruturas que não respeitam os
limites humanos.


Os fatores de risco organizacionais mais comuns incluem:

  • Falta de clareza nos papéis
  • Excesso de trabalho sem recursos adequados
  • Falta de apoio emocional por parte da liderança
  • Pouco ou nenhum reconhecimento pelo esforço
  • Clima de medo, silêncio e insegurança emocional

Esses elementos criam um ambiente de alerta constante, onde o colaborador vive em
estado de tensão — o que, a longo prazo, esgota o sistema nervoso e compromete a saúde
física e mental.

A prevenção começa pela cultura

Combater o burnout não é tarefa de um único setor ou ação pontual. Requer um movimento
intencional de toda a empresa, começando pela alta liderança. A prevenção real nasce da
criação de ambientes mais humanos, previsíveis e respeitosos com os limites das pessoas.
Veja algumas práticas que fazem diferença:

  1. Treinar lideranças para escuta, acolhimento e gestão emocional
    Líderes que sabem reconhecer sinais de sobrecarga e conduzir conversas com empatia são
    fundamentais para evitar o agravamento do problema.
  2. Reestruturar a jornada de trabalho com foco em equilíbrio
    Excesso de horas, metas inalcançáveis e ausência de pausas geram ambientes de
    exaustão. Rever processos e fluxos de trabalho é essencial.
  3. Estimular uma cultura de confiança e abertura emocional
    Quando as pessoas sentem que podem falar sobre suas dificuldades sem julgamento, o
    sofrimento não se acumula em silêncio.
  4. Integrar políticas de saúde mental aos indicadores de gestão
    Campanhas isoladas não bastam. É preciso que a saúde emocional seja parte dos
    indicadores estratégicos da empresa, com metas claras de redução de afastamentos,
    melhoria do clima e retenção de talentos.
  5. Promover o pertencimento e o reconhecimento legítimo. Pessoas adoecem menos em ambientes onde são vistas, valorizadas e incluídas de forma real, não simbólica.

O custo da omissão é alto — e cresce a cada ano

O burnout custa caro. Segundo a International Labour Organization (OIT), os impactos do
estresse ocupacional, incluindo o burnout, representam perdas de produtividade na casa
dos bilhões por ano globalmente.

No Brasil, o impacto não é diferente. Empresas que ignoram os sinais acabam enfrentando:

  • Afastamentos frequentes
  • Perda de talentos estratégicos
  • Queda de desempenho geral
  • Danos à reputação como marca empregadora

A GPTW destaca que empresas que estruturam culturas de escuta e confiança têm redução
de até 40% nos indicadores de burnout e adoecimento emocional.

Não existe produtividade sustentável sem saúde
emocional

Burnout não é frescura, nem drama individual. É um fenômeno social, estrutural e
organizacional. Reconhecer isso é o primeiro passo para agir com maturidade.

As empresas que lidam com o tema de forma séria não apenas protegem seus
colaboradores, mas constroem um diferencial competitivo baseado em confiança,
pertencimento e longevidade. Nelas, o cuidado não é discurso: é prática.

Como o Instituto Diálogos pode apoiar?

No Instituto Diálogos, acreditamos que cuidar da saúde emocional e da qualidade das
relações no trabalho é uma responsabilidade compartilhada — das empresas, das
lideranças e de cada pessoa que compõe um time.

Para empresas, oferecemos apoio completo na estruturação de políticas de bem-estar
emocional, treinamentos de lideranças, fortalecimento de culturas de escuta e prevenção de
burnout. Atuamos com programas sob medida para transformar ambientes em espaços
mais humanos, sustentáveis e produtivos.

Para profissionais, disponibilizamos acompanhamento terapêutico, processos de mentoria
de carreira com foco em transições conscientes, equilíbrio emocional e reconexão com o
propósito profissional. Seja para prevenir o esgotamento ou reconstruir a motivação, nosso
trabalho é ajudar cada pessoa a caminhar com mais clareza e saúde.

Se você lidera uma equipe, uma organização ou está buscando apoio para cuidar de si, o
Instituto Diálogos pode caminhar com você.

Cique aqui e converse com a nossa equipe. Vamos juntos criar um ambiente onde as pessoas possam crescer com liberdade, responsabilidade e confiança.

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